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UFC lança Cátedra Maria da Penha com apoio da Clínica de Acesso a Direitos

18 de ago.
3 min de leitura

Atualizado: 19 de ago.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) lançou, na segunda-feira (18), no auditório da Reitoria, a Cátedra Maria da Penha, formação em liderança feminina, justiça de gênero e transformação institucional, vinculada ao Colégio de Estudos Avançados da Instituição. O evento foi realizado em parceria com a Clínica de Acesso a Direitos da UFC (Juá/UFC), que desenvolve ações de equidade de gênero em colaboração com o Instituto Maria da Penha, fundado pela ativista e líder simbólica que dá nome à organização e à cátedra recém-lançada.


Foto: Victor Braga/SECOM UFC
Foto: Victor Braga/SECOM UFC

A Cátedra Maria da Penha é um projeto de desenvolvimento institucional e acadêmico da UFC, ancorado em ensino, pesquisa-ação, extensão e comunicação pública. A iniciativa é voltada à formação de lideranças femininas e masculinas, à produção de conhecimento aplicado à justiça de gênero e à transformação institucional de organizações públicas. O edital de seleção será lançado durante os Encontros Universitários 2026, que acontecerão de 4 a 6 de novembro, sob o tema “Pela vida de todas as mulheres”.


“Essa é uma oportunidade de formar estudantes em conteúdos de gênero, mas não só formar no sentido de eles receberem conteúdo, mas que eles também apliquem esse conteúdo dentro da própria instituição. Então, a Cátedra Maria da Penha conversa diretamente com a recém-criada Secretaria de Promoção da Equidade, Diversidade e Inclusão, como também projetos de intervenção em parceria com a sociedade civil”, declarou Diana Azevedo, vice-reitora da UFC.


Foto: Victor Braga/SECOM UFC
Foto: Victor Braga/SECOM UFC

Ao todo, 25 bolsistas de graduação e de pós-graduação serão acompanhados por planos individuais de desenvolvimento, mentorados continuamente por docentes da UFC, gestoras públicas e profissionais convidadas. Os estudantes serão chamados de “agentes da Penha” e, ao longo de 18 meses, participarão de atividades formativas sobre temáticas relacionadas a questões de gênero e violência doméstica e de mentorias individualizadas.


“Os Agentes da Penha serão os elementos multiplicadores em cada unidade acadêmica e na sociedade. E, no final dessa trilha formativa, eles terão atuações práticas nos diversos equipamentos do sistema de justiça, com foco em gênero e direitos humanos”, explicou Ana Paula Araújo, coordenadora acadêmica da Cátedra Maria da Penha.


Cada bolsista terá um Plano Individual de Desenvolvimento e participará de encontros estruturados e de acompanhamento de trajetória por meio de indicadores qualitativos ao longo do ciclo formativo. Eles também realizarão um mapeamento das atividades realizadas no ensino, na pesquisa e na extensão sobre a temática em cada unidade acadêmica da universidade. A Cátedra prevê ainda a difusão pública do conhecimento, com a realização de podcasts, exibição de filmes sobre os assuntos e eventos, como saraus, rodas de conversa e seminários.


O evento contou com apresentação artístico-cultural e a roda de conversa “Ecos e silêncios da Lei Maria da Penha 20 anos depois”, que reuniu, além de Maria da Penha, a juíza Juliana Porto Sales; a professora Verônica Ximenes, titular da Ouvidoria-Geral da UFC; e a professora Glícia Pontes, do projeto Arretadas em Rede. A conversa foi mediada pela pesquisadora Ana Paula Araújo. Na ocasião, os participantes também puderam observar uma exposição do projeto Prateleira Maria da Penha.


Foto: Victor Braga/SECOM UFC
Foto: Victor Braga/SECOM UFC

“A universidade vai conseguir, através desse projeto, levar para todos os espaços de ensino, nas cidades pequenas e nas grandes cidades, o entendimento do relacionamento saudável em todas as situações, inclusive um relacionamento saudável entre o homem e a mulher”, celebrou a ativista Maria da Penha.





 
 
 

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